Tindersticks
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Curiosidade
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Antes do casamento
Ele: Sim. Custou tanto esperar por este momento.
Ela: Queres que me vá embora?
Ele: - Não! Nem penses nisso.
Ela: - Amas-me?
Ele: - Claro! Muito e muito!
Ela: - Alguma vez me traiste?
Ele: - NÃO! Porque ainda perguntas?
Ela: - Beijas-me?
Ele: - Sempre que possível!
Ela: - Vais-me bater?
Ele: - És doida! Não sou desse género de pessoa!
Ela: - Posso confiar em ti?
Ele: - Sim.
Ela: - Querido!
Depois do casamento...
Ler de baixo para cima.
Ele: Sim. Custou tanto esperar por este momento.
Ela: Queres que me vá embora?
Ele: - Não! Nem penses nisso.
Ela: - Amas-me?
Ele: - Claro! Muito e muito!
Ela: - Alguma vez me traiste?
Ele: - NÃO! Porque ainda perguntas?
Ela: - Beijas-me?
Ele: - Sempre que possível!
Ela: - Vais-me bater?
Ele: - És doida! Não sou desse género de pessoa!
Ela: - Posso confiar em ti?
Ele: - Sim.
Ela: - Querido!
Depois do casamento...
Ler de baixo para cima.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Álcool

Guilhotinas, pelouros e castelos
Resvalam longemente em procissão;
Volteiam-me crepúsculos amarelos,
Mordidos, doentios de roxidão.
Batem asas de auréola aos meus ouvidos,
Grifam-me sons de cor e de perfumes,
Ferem-me os olhos turbilhões de gumes,
Descem-me a alma, sangram-me os sentidos.
Respiro-me no ar que ao longe vem,
Da luz que me ilumina participo;
Quero reunir-me, e todo me dissipo ---
Luto, estrebucho... Em vão! Silvo pra além...
Corro em volta de mim sem me encontrar...
Tudo oscila e se abate como espuma...
Um disco de oiro surge a voltear...
Fecho os meus olhos com pavor da bruma...
Que droga foi a que me inoculei?
Ópio de inferno em vez de paraíso?...
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Como é que em dor genial eu me eternizo?
Nem ópio nem morfina. O que me ardeu,
Foi álcool mais raro e penetrante:
É só de mim que ando delirante ---
Manhã tão forte que me anoiteceu.
Resvalam longemente em procissão;
Volteiam-me crepúsculos amarelos,
Mordidos, doentios de roxidão.
Batem asas de auréola aos meus ouvidos,
Grifam-me sons de cor e de perfumes,
Ferem-me os olhos turbilhões de gumes,
Descem-me a alma, sangram-me os sentidos.
Respiro-me no ar que ao longe vem,
Da luz que me ilumina participo;
Quero reunir-me, e todo me dissipo ---
Luto, estrebucho... Em vão! Silvo pra além...
Corro em volta de mim sem me encontrar...
Tudo oscila e se abate como espuma...
Um disco de oiro surge a voltear...
Fecho os meus olhos com pavor da bruma...
Que droga foi a que me inoculei?
Ópio de inferno em vez de paraíso?...
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Como é que em dor genial eu me eternizo?
Nem ópio nem morfina. O que me ardeu,
Foi álcool mais raro e penetrante:
É só de mim que ando delirante ---
Manhã tão forte que me anoiteceu.
Mário de Sá-Carneiro
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